sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

TREM DE NATAL - PAPAI NOEL MAQUINISTA

TREM DE NATAL - PAPAI NOEL MAQUINISTA- Homenagem a DÁCIO MARTINS




Homem tu sabes qual é o seu papel?
Pode ser branco como pergaminho, 
Moreno com tez dourada de mel,
Deves ir em frente pelo caminho

Traçado para todo Papai Noel!
Sim, leve com amor o brinquedinho
Desejado por seu amiguinho fiel.
Pode ser seu filho, neto ou sobrinho,

Qualquer desconhecido desta babel.
A ti cabe decifrar mesmo sozinho



Que aguardam o papai Dácio Noel,
Esperando um momento de carinho.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

NUVENS DE FUMAÇA II

NUVENS DE FUMAÇA II


SONETO


--> O vapor forma uma nuvenzinha fina!Mas desta vez estou dentro do trem.
Acompanhando aquela menina,
E a apóio para não cair no vaivém,

Do trem! Pois, agora é mui grã-fina!
Senhora do interior com seu neném.
Formosa e radiante não se amofina
Com nada, pois, sabe que a mantém.

Um marido que a ama e se fascina,
Com seus meigos olhos que o entretém
E que a segura, amarra e o domina.

Viajam assim sem pensar em ninguém.
Ali está a representação divina
Da família: “pai, mãe e mais alguém”.

(Dirceu Marcelino, 1984 )

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

PEABIRU - PROCURA DE CAMINHOS DA PAZ

PEABIRU - PROCURA DE CAMINHOS DA PAZ




PEABIRU
PROCURA DE
CAMINHOS DA PAZ


















Está na paz do nosso coração. 

sábado, 20 de novembro de 2010

VIAGEM DE TREM DE SÃO PAULO A BAURU






















De quem subia em cada estação.


sábado, 6 de novembro de 2010

CAMINHOS DE FERRO VI - PARADOXOS - ABANDONO DAS FERROVIAS

CAMINHOS DE FERRO VI - PARADOXOS - ABANDONO DAS FERROVIAS




POESIA
PARADOXOS – ABANDONO DAS FERROVIAS

Se tudo na vida fosse poesia!
Lembraríamo-nos só do mar,
Esqueceríamo-nos da maresia,
Fixaríamo-nos na luz do luar.

E se tudo fosse apenas melodia!
Só quereríamos todo dia cantar
Em nossa vida só haveria alegria
Não teríamos motivo para chorar

É o que acontece com as ferrovias
Deixaram-nas com o tempo deteriorar 
Deram prioridade a outras vias

E podem deixar a coisa ainda piorar
Se investirem apenas em aerovias
E se esquecerem de para elas olhar.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

POEMAS DE MINHA JUVENTUDE

POEMAS DE MINHA JUVENTUDE - CANTO DA SEREIA E UIRAPURU




O CANTO DA SEREIA

Eitaaa!!!  Vamos corre voa, galopeia!
Fustiga o chão, as pedras, meu garanhão!
Vamos procurar, encontraremos na areia...

Aiii! Como pula. Aguenta meu coração!              
Com certeza e por aqui que ela veraneia?
Sim! Perto do rio, em baixo desse pontilhão
Ah! Olhe lá... Ali esta a linda sereia...

Quieto ohoooo! Ouça que entonação.
Tudo se cala. Nem uma a ave gorjeia
Nem o Uirapuru canta sua bela canção

Só a melodia impregna o coração.
E encanta nossa alma que devaneia...


                (Dirceu Marcelino, 1970,
               Em Itanhaém – SP )   

TREM DO INTERIOR RUMO AO FUTURO

TREM DO INTERIOR RUMO AO FUTURO

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

CAMINHOS DE FERRO -V - VIAGEM PELO RAMAL ITAICI-CAPIVARI-PIRACICABA



POESIA CAMINHO DE FERRO V

O trem de ferro partiu de Jundiaí!
Traçou no céu a rota dos italianos
Em terras férteis ao sopé do Japi,
Distribuindo-os todos como colonos

Desde o portal do mosteiro Itaici
E fixando-os em sítios como donos.
Nos altos dos vales do rio Capivari
E tornando quase todos autônomos

Proprietários dos sonhos guaranis
E deixando para nós os bons bônus
Do trabalho dos braços varonis

Dos jovens que sem dar-nos ônus
Engrandecem-nos por serem viris
E alongam nossa vida com seu tônus

De labuta...

sábado, 16 de outubro de 2010

SONHO DE MENINO II - RETORNO DE PORTO FELIZ A SOROCABA





POESIA
MARIA DO CARMO

Eu me lembro bem de você assim!
Pelos trilhos da Estação Sorocabana
Rodavas em movimentos sem fim

Vinhas da oficina sempre assim...
Toda engraxada e ilustrada...
E apitava sempre assim...

Eras como uma jovem fogosa
Entravas como estivesse num salão
Dançavas de forma estrepitosa

Com o jovem em idade nupcial
Rodavas em movimentos sem fim
Como dançasses na estação principal...

Tiravas os vagões
Como se fosse para dançar
De grandes composições

Levava-os até a oficina
E depois os repunha no mesmo lugar...
Essa era a tua sina.

Lembro-me que te chamavam “manobreira”...
Posteriormente, conheci outras que faziam assim
Em vários ramais das ferrovias brasileiras.

Agora ao te ver nessa estação secundária
Eu te pergunto:
O que fazes aí toda sedentária?

Ah! Eu entendo e respondo por ti.
Tu me vias com olhar de menino
Com o coração cheio de amor...

E na realidade as coisas não são bem assim...
_Rodei muito! Não era dança o que vias
Era trabalho árduo e sem fim...

Trabalhei nos trilhos de Ipanema
Puxando lâminas de ferro
Até o tronco principal...

Viajei por outras paragens
Até o rio Tietê em Porto Feliz
Transportei cana de suas margens

Levei para o engenho central
E prá levar a sacaria fiz muitas viagens
Até o tronco principal...
Até o tronco principal...
Até o tronco principal...

Também transportei muita gente
Em inúmeras viagens
E por isso sou feliz

Sempre rodei pelo tronco principal
Mas estive estacionada
No parque do “Quinzinho”

Lá comecei a me deteriorar...
Embora fosse só um tempinho
Mas encontrei gente prá me olhar...

Então me levaram para Anhumas
E por nobres homens operários
Minhas peças uma a uma

Pela ABPF foram restauradas
E foi lá que tu me viste.

Sei que tens saudade!
Agora estou de volta,
Prá esta bela cidade.

Cheia de fôlego e pronta pra rodar...

Mas não sei por que fico estacionada
É só me darem água e lenha,
Botarem fogo na fornalha

Que eu começo a rodar assim...assim...sssim...sss
Como antes por este ramal...
Já andei por aqui sim...sim......


Muito antes de nasceres
E irei até o fim...assim...assim...
Se de mim tu cuidares...

Rodarei assim, assim...assssim...
Neste ramal de Votorantim

Sorocaba, 16de outubro de 2010-10-16
Dirceu Marcelino

domingo, 10 de outubro de 2010

CAMINHOS DE FERRO IV - SANTOS - SÃO VICENTE

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O caminho de ferro de São Vicente
Está muito fortemente delineado 
Na imagem sem trilhos dos dormentes
De madeira a muito na areia fixados

Seu trajeto e mesmo que se tente
Disfarçar de onde foram retirados
Eles aparecem muito latentes


Dos morros pelos quais passava rente
Às rochas e no túnel escavado


Na divisa das cidades proeminentes,
Passando então o túnel a ser chamado
De ”José Menino”. Ida a São Vicente.
            (DIRCEU MARCELINO)
Lá vem a Maria Fumaça...
Trazendo e levando saudades...
Por onde ela passa!!!
Por toda a composição...
Esta espalhada à esperança...
Em muitos corações!!!
Lá vem o trem de ferro...
Carregado de sonhos...
De sentimentos sinceros!!!
Na beira das estações..
Tem crianças brincando...
Se enchendo de ilusões!!!
No apito do trem amigo...
A cabeça viaja...
Num grito contido!!!
O amor, que ainda não voltou...
É esperado na rampa, com todo fervor!!!
Lá vem a Maria Fumaça...
Trazendo a alegria...
Por onde ela passa!!!
Chuck,chuck, chuck, lá vem a Maria Fumaça,...
Espalhando noticias por onde ela passa!!!
(Viajar de trem faz parte do imaginário de toda criança...
Portanto permaneçamos criança enquanto durar nossas vidas...
Porque na vida de cada criança, não pode faltar esperança...
E nem uma viagem de trem!!!)
     EDSON MILTON RIBEIRO

sábado, 2 de outubro de 2010

O TREM DA MINHA VIDA - NOVOS PASSAGEIROS DO TREM ENCANTADO

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PASSAGEIROS

Os passageiros do meu trem
Dele muito poucos desembarcaram,
Naturalmente.
No instante designado
Por Deus,
Como meus pais.

Mesmo assim a saudade dói
E aperta meu peito,
E me faz pensar:
O que devo fazer?

Bem...
Eu faço uma contínua viagem
Mesmo que ela seja imaginária
Eu viajo por muitas plagas...
Mas as que eu gosto
São aquelas das lembranças
De minha infância.

Algumas se transformaram em miragens
Outras vejo nas imagens
Das belas paisagens...
Posso vê-las nessas viagens
Da janela do meu carro
Ou então na memória remota de meu inconsciente
Eis que neste sinto-me que estou perto de toda gente
Que amo e amarei.

Desse modo só desembarco
Na estação certa...
Como meus pais...

Sou feliz
Pois, embarcaram os meus filhos...
Os meus netos...
Os meus amigos
E amigas...
Sim, essas pessoas queridas
Que viajam comigo...
Ao mesmo tempo,
Na longa estrada da vida...
"Embora não estejam todas ao meu lado,
Exatamente,
Nada nos impede de com alguma dificuldade,
Atravessarmos para o vagão da frente
E olhá-los nos olhos e conscientes
Cumprimentá-los com o olhar,
Com sorrisos,
Trocarmos algumas palavras,
Mesmo que não viajemos no mesmo carro que eles,
Viajamos ao mesmo tempo
Ou no carro da frente
Ou no de trás,
Não importa...

Fazemos todos...
A viagem da vida
Ao mesmo tempo"...
Então o que faço:

Viajo no trem da saudade
O mesmo trem que guio desde menino...
É o meu trem...
Solta muita fumaça
Fumaça branca da saudade
Às vezes sai um pouco de fumaça negra
Mas ela se desvanece com a brancura
Da fumaça do meu trem
Que é pura...
Como meus pensamentos

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ENIGMA DAS ROSAS III

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ENIGMA DAS ROSAS III



Dos mistérios da nossa bela natureza
Destacamos os enigmas das lindas rosas
Sejam elas brasileiras ou portuguesas
Eis que elas representam mulheres cheirosas

Todas muito atraentes como tu Portuguesa
Grã Poetisa e encantadora Musa graciosa
A versejar com arte e com tanta beleza
Faz-nos pensar em ti mulher maravilhosa

E sentir os suaves toques da sua grandeza
Quando a Mulher se transforma em jóia preciosa
Com seus trajes reluzentes e toda airosa,

Anda por este jardim toda voluptuosa,
E me faz sentir como espadachim que em prosa
Ou em verso quer atraí-la sim, bela Rosa.

(Dirceu Marcelino)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

VIDEOPOEMA: ENIGMA DAS ROSAS II

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ENIGMA DAS ROSAS II


Amiga, exemplo de Mãe, minha Inspiração,
Eu já sabia que eras assim, pois fui o primeiro
A receber-te com honra, grande galardão
Ao portar-me como cidadão e cavalheiro.

Fiz-lhes "brincadeiras", mas dei-lhe informação,
E tu com gentileza e esse jeitinho maneiro,
Encheu-me de alegria e adentrou meu coração,
Senti que eras Mulher, Rosa e eu o jardineiro,

Da nova e bela flor, que com muita emoção
Plantaria neste jardim junto ao jasmineiro,
Colocado ali para protegê-la botão

De rosa a desabrochar ao povo brasileiro,
Sensual e ardorosamente com excitação,
Mas antes era a Mãe sob escudo d’um guerreiro.

DIRCEU MARCELINO

MUSA DE MINHA PRIMAVERA

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terça-feira, 21 de setembro de 2010

NUVENS DE FUMAÇA

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NUVENS DE FUMAÇA


O vapor forma uma nuvenzinha fina!
Como gostava de ver esta paisagem.
Namoro-a em sonhos como tu menina,
Vejo-te ao longe, só a tua imagem...

Como “Maria-fumaça” lá no alto da colina.
A que corria ver todo dia a passagem,
Toda vez do mesmo lugar, da tua esquina.
E como sonho com essa miragem.

Olhava o céu para ver como se dissipava,
A fumaça de meus sonhos de menino.
Mas ainda hoje. Vejo teus olhos que cintilava

Ao ver-me com teu olhar feminino.
O acorde de teu coração vibrava
E ainda aqui ressoa como um hino.

DIRCEU MARCELINO

CAMINHOS DE FERRO II - HOMENAGEM A TARSILA DO AMARAL

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CAMINHOS DE FERRO II - PINTURA DE RAFARD

O caminho de ferro está traçado
Com o trenzinho em tua gravura
E o rio Capivari ali esboçado
Historia o início de tua cultura.

A confluência natal de teu legado,
Deixa-nos ver sem esforço ou procura
O engenho central bem delineado
Na linha de traço negro da textura

E bem ao alto a mata de São Bernardo,
Ao centro as casas com suas brancuras
E a Matriz em plano mais elevado,

Sobrepõe-se ao verde da agricultura
E as ruas e estradas de tom amarronzado
Do primeiro mote de tua pintura.

DIRCEU MARCELINO

CAMINHOS DE FERRO I - CAPIVARI - RAFARD

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CAMINHO DE FERRO

Caminho de ferro como um rio se descreve
Em leitos de pedriscos perenes e antigos
Marcando o rumo da vida como o talvegue
Contínuo dos trilhos que jazem sob abrigo

Das árvores que marcam a trilha entregue
Por Deus aos mananciais que correm sem perigo
Desde épocas ancestrais e assim sempre segue
Sinuoso nos vales férteis ao desabrigo

Dos homens que o destroem, mas eles se erguem
Das pedras que fixam os trilhos e assim sigo
Seu trajeto e marco com letras que soerguem

As lembranças que ora compartilho contigo,
Para nós sempre relembrarmos que há alguém
Que olha por nós e eternamente é nosso amigo.

DIRCEU MARCELINO

domingo, 19 de setembro de 2010

O TREM DA MINHA VIDA - 1ª VIAGEM DO TREM ENCANTADO

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MINHA ETERNA NAMORADA - RECEBAS AS FLORES QUE LHE DOU

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MÃE DE MEUS FILHOS - RECEBA AS FLORES QUE LHE DOU

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Lista de reprodução em

http://www.youtube.com/user/MrDir2010#grid/user/488E0AE0CA00CBCC

ESTRATÉGIAS DA RAINHA BRANCA DO XADREZ





ESTRATÉGIAS DA RAINHA BRANCA DO XADREZ

A postos soldados!
Fiquem atentos em minha ala.
Protejam o centro.
Com certeza ganharemos a batalha.
Ataquem e recuem:
Após retomaremos num ataque fulminante.
Quero aquele Rei Negro
Vivo.

Não quero mortes em vão
Não se deixem abater, não se trocam os peões só por trocar,
Eles são soldados.
Os peões passados criam alma,
Não deixem que os negros avancem,
Os capturem de qualquer forma.

Cuidado com os Corcéis Negros
Se necessário podem até eles sacrificá-los,
Embora sejam cavalos nobres,
Não hesitem se for para abrir caminho,
Abatam-nos!

Pois quero o centro protegido.
Preservem os Bispos,
Deixem passagem para eles e os protejam.
Armaram o centro como mandei.
Cavalos são peças de combate,
Olhem os deles como estão plantados.
Vocês acham que ainda tem centro aqui?

Mas os nossos,
Que avancem,
Dêem-lhes cobertura
E reforcem sua armadura.

Deixem as torres paralelas
Em coluna ou em fileira
Mas sempre sob essa estratégia
Elas são peças de finais
Só as use depois de rocar
E sempre em paralelas.

Hoje. Vou levar esse Rei Negro
Vou prendê-lo até o fim.

Essa Rainha é atrevida

Usa tática sem igual
Aproveita sua beleza
Para iludir o capitão
Coitado do Rei Negro,
Dessa não escapa não.

Olhe o que fez o centurião,
Foi para a corte da Rainha.

E a Rainha Negra: Coitadinha.
Lutou o quanto pode
Protegendo seu rei amado.

Acompanhou seus soldados
E nem mesmo quando o viu prostrado
Deixou de ir ao ataque ao seu lado.
Por isso,
Surgiram cavaleiros de todo lado
Até de outros Estados.

Agora todos a procuram
A Rainha Vitoriosa!
E ela continua dominadora
Implacável e sedutora,
Troca nomes
Mas não adianta
Por todos é procurada.
E agora se transforma
De Rainha em Imperatriz.

  Autoria:  DIRCEU MARCELINO

VIDEOPOEMA: ENIGMA DAS ROSAS

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ENIGMA DAS ROSAS



         Das flores é a rainha, a mais bela das rosas.

         Nasces em quaisquer lugares. Em belo jardim.

         Na vida são mãe e mulheres maravilhosas

         Dão luz a muitas vidas, nos lábios têm carmim!


        Nos olhos o reflexo d’almas mui esplendorosas,

        Nos seios lacto que transmites de si a mim,

        O mel dos desejos e as forças poderosas

        Dos filhos que geramos em ti. Nasce anjo serafim,


        Alguns se desenvolvem de forma gloriosa.   

        Sucumbem outros na busca do poder sem fim

        E nessa luta inexplicável e tormentosa


        Muitos são esquecidos pelas ruas enfim.

        “Ninas”, Meninos a procura de caridosas

        Mulheres como sois. Ó Rosas deste jardim.


                                      DIRCEU MARCELINO



VIDEOPOEMA: A FLOR NACIONAL - FLOR DE IPÊ - Anúncio da primavera


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A FLOR NACIONAL
FLOR DE IPÊ

As calçadas revestidas de flores
Dos Ipês anunciam a primavera
Com tapetes macios e multicores
Caídas das árvores ora amarelas,

Outras horas roxas e aos arredores,
Vemos as rosas lançar à atmosfera
Pétalas como as brancas sem odores,
Mas que pintam uma bela aquarela

Com o verde das matas e as cores
Do límpido céu azul da esfera
Global que envolve com seus vapores

O ar e as águas dos rios que nesta era
Poluída servem como betabloqueadores
Que filtram, limpam como se espera...


O céu e as águas do Brasil.

Autoria: Dirceu Marcelino