POEMAS DE MINHA JUVENTUDE

POEMAS DE MINHA JUVENTUDE - Dirceu Marcelino

(Poesia classificada em quinto lugar no

7º Concurso Literário de Poemas de Amor.



Nesta página pretendo inserir as poesias escritas em minha adolescência e juventude:

POEMA DE MINHA JUVENTUDE - O QUE SERÁ O AMOR? (AMOR DE JOVEM ADOLESCENTE)http://www.recantodasletras.com.br/poesiasrecordativas/874273





Ah! Como é bom imaginar!
Enquanto na plaina te desenho,
Em passar as mãos em teus cabelos,
Teu pescoço de leve acariciar,
Ver tremer teus lábios vermelhos.

Olhar de frente e de perto
Teus grandes e belos olhos castanhos,
Roçar-me de leve em teu cheio peito,
Enquanto ao teu coração me ajeito.

Ah! Não dá prá acreditar!

Passar de leve minhas mãos em teus seios,
Teu pescoço levemente afagar,
Ver tremer o teu corpo inteiro.
Olhar-te e ver-te transmitir desejo,

Através de teus olhos amendoados.
Encostar-te em meu peito
E sentir o teu corpo esquentado.

Ah! Sim! Isto agora vai se realizar.
Pois, ao passar de leve em tua face os meus dedos,
Tuas faces começam a ruborizar,
Teu corpo começa a tremer e teu coração palpitar.
Teus lábios estão totalmente umedecidos.

Como é bom te olhar e te acariciar,
Sentir teus afagos.
Ver-me na íris de teus olhos e sentir
Eles com fervor solicitar
Para apertar-te tanto em meus braços...

Ah! Agora! Eu preciso parar de te desenhar.
Eu preciso apaixonadamente te beijar!
Passar antes em teus lábios os meus dedos,
Teu pescoço com carinho mordiscar,
Ver teus lábios tremidos e molhados...

Pausadamente, sussurrar: “Eu te quero”.
Olhar, mais de perto, bem de pertinho,
Os teus lindos olhos lacrimejar.

E me atraírem num abraço apertado
E ver a tua boca vermelha balbuciar:
“Amo-te”, antes de me beijar.

Ah! Sim! Acho que isto é amor!
Pois, passar por teu corpo o meu dedo,
Ou ver de leve teus lábios tremidos,
Dá-me uma vontade louca de te beijar.

( Original escrito em 10 de junho de 1969, com pequenas alterações feitas para inseir no video-poema Coração Atlântico - Dueto)  em You Tube:
http://www.youtube.com/user/drdirceu?gl=BR&hl=pt#p/u/24/B_n-oyT2OI4



I - Santos - SP

Oh! Minha bela pequena!
Eu pensei que tu me amaste
Em outra vida terrena
E por isso me marcaste.
Vendo-te assim tão serena,
Logo depois que chegaste,
Ouvi tua voz amena,
Senti que tu me encontraste.
Veio-me antiga ansiedade:
Como antes, senti, agora,
Aquela imensa vontade,
Soltar a minh’alma afora
E acabar com a saudade
Que sinto dos dias d’outrora.
II - Santos - SP


Grande dor mora em meu peito,
Por momentos tão sonhados,
Terem assim se desfeito,
Apesar de muito amados.

Faz com que eu insatisfeito,
Viva em sonhos do passado
E a recordar deste jeito
A vida de enamorado.

De ti recordo-me amante,
Teus olhares amorosos,
Do teu belo seio arfante,

Daqueles lábios tão grossos,
Mui rosados deslumbrante:
Dizendo: “_São todos vossos”.


III - Itanhaém - SP


Ah! Momentos tão sonhados,
Muitos amados, delirantes,
Alguns anos já passados...
Choro-os em todos instantes.

Com o coração magoado,
Relembrando, como dantes,
Dos teus cabelos dourados,
Cheirosos, muito brilhantes.

De teus dentes cintilantes
Como o clarão do luar
E dos brilhos verdejantes

De teus olhos, como o mar,
Atraindo cobiçantes
O meu corpo p’rá te amar.

IV –   SANTOS  - SP

Vivo-te em recordação,
Travando uma grande luta,
Repetindo a indagação
E você nunca me escuta:

És amor, a salvação,
Ou pivô de uma disputa.
Caminho da perdição
Ou núcleo de uma labuta?

Porém, o que é comovente,
Como naquelas boas horas
É que a amo, sinceramente.

E por isso peço agora
Que tu sejas, novamente,
Minha como foi outrora.


V - Itanhaém - SP


Meu cavalo galopeia,
Com os cascos fustigando,
O chão, as pedras, a areia
E assim, sempre galopando...

Leva-me onde veraneia
Ao sol quente se queimando,
Encantadora sereia
E eu fico imaginando...

Será... Será... Que vou encontrar
Ela tão aconchegante,
Ou vou me amedrontar.

E ao ver meus olhos radiantes,
Como farei para não demonstrar
Que a amo mais do que antes.


VI – CANTO DA SEREIA

Itanháem - SP

Eiaaaa! Vamos lá meu Napoleão!
Eitaaa!!! Vamos corre voa, galopeia!
Fustiga o chão, as pedras, meu garanhão!
Vamos procurar, encontraremos na areia...

Aiii! Como pula. Agüenta meu coração!
Com certeza e por aqui que ela veraneia?
Sim! Perto do rio, nessa linda aluvião
Ahhh! Olhe lá... Ali esta a linda sereia....

Quieto ooooooho!!! Ouça sua linda canção.
Tudo se cala. D’águas ouço a mareia,
Balançar no ritmo de sua entonação.

Nada. Nenhum um pássaro chilreia
Só a melodia impregna o coração.
E encanta minh’alma que devaneia...

NB. Sugiro que esta singela poesia, para entendê-la tome o eventual leitor, como "pano de fundo" a música "CALVAGADA", com Jair Rodrigues, na primeira parte e , na segunda parte, "UIRAPURU", de Lino Amaro, e, como paisagem, para quem conhece o Rio Itanhaém, adentrando para as matas Atlântica, à beira da Serra do Mar... Vide  videopoema em You Tube: