TREM DO INTERIOR RUMO AO FUTURO
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
CAMINHOS DE FERRO -V - VIAGEM PELO RAMAL ITAICI-CAPIVARI-PIRACICABA
POESIA CAMINHO DE FERRO V
O trem de ferro partiu de Jundiaí!
Traçou no céu a rota dos italianos
Em terras férteis ao sopé do Japi,
Distribuindo-os todos como colonos
Desde o portal do mosteiro Itaici
E fixando-os em sítios como donos.
Nos altos dos vales do rio Capivari
E tornando quase todos autônomos
Proprietários dos sonhos guaranis
E deixando para nós os bons bônus
Do trabalho dos braços varonis
Dos jovens que sem dar-nos ônus
Engrandecem-nos por serem viris
E alongam nossa vida com seu tônus
De labuta...
sábado, 16 de outubro de 2010
SONHO DE MENINO II - RETORNO DE PORTO FELIZ A SOROCABA
POESIA
MARIA DO CARMO
Eu me lembro bem de você assim!
Pelos trilhos da Estação Sorocabana
Rodavas em movimentos sem fim
Vinhas da oficina sempre assim...
Toda engraxada e ilustrada...
E apitava sempre assim...
Eras como uma jovem fogosa
Entravas como estivesse num salão
Dançavas de forma estrepitosa
Com o jovem em idade nupcial
Rodavas em movimentos sem fim
Como dançasses na estação principal...
Tiravas os vagões
Como se fosse para dançar
De grandes composições
Levava-os até a oficina
E depois os repunha no mesmo lugar...
Essa era a tua sina.
Lembro-me que te chamavam “manobreira”...
Posteriormente, conheci outras que faziam assim
Em vários ramais das ferrovias brasileiras.
Agora ao te ver nessa estação secundária
Eu te pergunto:
O que fazes aí toda sedentária?
Ah! Eu entendo e respondo por ti.
Tu me vias com olhar de menino
Com o coração cheio de amor...
E na realidade as coisas não são bem assim...
_Rodei muito! Não era dança o que vias
Era trabalho árduo e sem fim...
Trabalhei nos trilhos de Ipanema
Puxando lâminas de ferro
Até o tronco principal...
Viajei por outras paragens
Até o rio Tietê em Porto Feliz
Transportei cana de suas margens
Levei para o engenho central
E prá levar a sacaria fiz muitas viagens
Até o tronco principal...
Até o tronco principal...
Até o tronco principal...
Também transportei muita gente
Em inúmeras viagens
E por isso sou feliz
Sempre rodei pelo tronco principal
Mas estive estacionada
No parque do “Quinzinho”
Lá comecei a me deteriorar...
Embora fosse só um tempinho
Mas encontrei gente prá me olhar...
Então me levaram para Anhumas
E por nobres homens operários
Minhas peças uma a uma
Pela ABPF foram restauradas
E foi lá que tu me viste.
Sei que tens saudade!
Agora estou de volta,
Prá esta bela cidade.
Cheia de fôlego e pronta pra rodar...
Mas não sei por que fico estacionada
É só me darem água e lenha,
Botarem fogo na fornalha
Que eu começo a rodar assim...assim...sssim...sss
Como antes por este ramal...
Já andei por aqui sim...sim......
Muito antes de nasceres
E irei até o fim...assim...assim...
Se de mim tu cuidares...
Rodarei assim, assim...assssim...
Neste ramal de Votorantim
Sorocaba, 16de outubro de 2010-10-16
Dirceu Marcelino
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
CAMINHOS DE FERRO IV - SANTOS - SÃO VICENTE
"
O caminho de ferro de São Vicente
Está muito fortemente delineado
Na imagem sem trilhos dos dormentes
De madeira a muito na areia fixados
Seu trajeto e mesmo que se tente
Disfarçar de onde foram retirados
Eles aparecem muito latentes
Dos morros pelos quais passava rente
Às rochas e no túnel escavado
Na divisa das cidades proeminentes,
Passando então o túnel a ser chamado
De ”José Menino”. Ida a São Vicente.
(DIRCEU MARCELINO)
Lá vem a Maria Fumaça...
Trazendo e levando saudades...
Por onde ela passa!!!
Trazendo e levando saudades...
Por onde ela passa!!!
Por toda a composição...
Esta espalhada à esperança...
Em muitos corações!!!
Esta espalhada à esperança...
Em muitos corações!!!
Lá vem o trem de ferro...
Carregado de sonhos...
De sentimentos sinceros!!!
Carregado de sonhos...
De sentimentos sinceros!!!
Na beira das estações..
Tem crianças brincando...
Se enchendo de ilusões!!!
Tem crianças brincando...
Se enchendo de ilusões!!!
No apito do trem amigo...
A cabeça viaja...
Num grito contido!!!
A cabeça viaja...
Num grito contido!!!
O amor, que ainda não voltou...
É esperado na rampa, com todo fervor!!!
É esperado na rampa, com todo fervor!!!
Lá vem a Maria Fumaça...
Trazendo a alegria...
Por onde ela passa!!!
Trazendo a alegria...
Por onde ela passa!!!
Chuck,chuck, chuck, lá vem a Maria Fumaça,...
Espalhando noticias por onde ela passa!!!
Espalhando noticias por onde ela passa!!!
(Viajar de trem faz parte do imaginário de toda criança...
Portanto permaneçamos criança enquanto durar nossas vidas...
Porque na vida de cada criança, não pode faltar esperança...
E nem uma viagem de trem!!!)
Portanto permaneçamos criança enquanto durar nossas vidas...
Porque na vida de cada criança, não pode faltar esperança...
E nem uma viagem de trem!!!)
EDSON MILTON RIBEIRO
terça-feira, 5 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
O TREM DA MINHA VIDA - NOVOS PASSAGEIROS DO TREM ENCANTADO
""
PASSAGEIROS
Os passageiros do meu trem
Dele muito poucos desembarcaram,
Naturalmente.
No instante designado
Por Deus,
Como meus pais.
Mesmo assim a saudade dói
E aperta meu peito,
E me faz pensar:
O que devo fazer?
Bem...
Eu faço uma contínua viagem
Mesmo que ela seja imaginária
Eu viajo por muitas plagas...
Mas as que eu gosto
São aquelas das lembranças
De minha infância.
Algumas se transformaram em miragens
Outras vejo nas imagens
Das belas paisagens...
Posso vê-las nessas viagens
Da janela do meu carro
Ou então na memória remota de meu inconsciente
Eis que neste sinto-me que estou perto de toda gente
Que amo e amarei.
Desse modo só desembarco
Na estação certa...
Como meus pais...
Sou feliz
Pois, embarcaram os meus filhos...
Os meus netos...
Os meus amigos
E amigas...
Sim, essas pessoas queridas
Que viajam comigo...
Ao mesmo tempo,
Na longa estrada da vida...
"Embora não estejam todas ao meu lado,
Exatamente,
Nada nos impede de com alguma dificuldade,
Atravessarmos para o vagão da frente
E olhá-los nos olhos e conscientes
Cumprimentá-los com o olhar,
Com sorrisos,
Trocarmos algumas palavras,
Mesmo que não viajemos no mesmo carro que eles,
Viajamos ao mesmo tempo
Ou no carro da frente
Ou no de trás,
Não importa...
Fazemos todos...
A viagem da vida
Ao mesmo tempo"...
Então o que faço:
Viajo no trem da saudade
O mesmo trem que guio desde menino...
É o meu trem...
Solta muita fumaça
Fumaça branca da saudade
Às vezes sai um pouco de fumaça negra
Mas ela se desvanece com a brancura
Da fumaça do meu trem
Que é pura...
Como meus pensamentos
PASSAGEIROS
Os passageiros do meu trem
Dele muito poucos desembarcaram,
Naturalmente.
No instante designado
Por Deus,
Como meus pais.
Mesmo assim a saudade dói
E aperta meu peito,
E me faz pensar:
O que devo fazer?
Bem...
Eu faço uma contínua viagem
Mesmo que ela seja imaginária
Eu viajo por muitas plagas...
Mas as que eu gosto
São aquelas das lembranças
De minha infância.
Algumas se transformaram em miragens
Outras vejo nas imagens
Das belas paisagens...
Posso vê-las nessas viagens
Da janela do meu carro
Ou então na memória remota de meu inconsciente
Eis que neste sinto-me que estou perto de toda gente
Que amo e amarei.
Desse modo só desembarco
Na estação certa...
Como meus pais...
Sou feliz
Pois, embarcaram os meus filhos...
Os meus netos...
Os meus amigos
E amigas...
Sim, essas pessoas queridas
Que viajam comigo...
Ao mesmo tempo,
Na longa estrada da vida...
"Embora não estejam todas ao meu lado,
Exatamente,
Nada nos impede de com alguma dificuldade,
Atravessarmos para o vagão da frente
E olhá-los nos olhos e conscientes
Cumprimentá-los com o olhar,
Com sorrisos,
Trocarmos algumas palavras,
Mesmo que não viajemos no mesmo carro que eles,
Viajamos ao mesmo tempo
Ou no carro da frente
Ou no de trás,
Não importa...
Fazemos todos...
A viagem da vida
Ao mesmo tempo"...
Então o que faço:
Viajo no trem da saudade
O mesmo trem que guio desde menino...
É o meu trem...
Solta muita fumaça
Fumaça branca da saudade
Às vezes sai um pouco de fumaça negra
Mas ela se desvanece com a brancura
Da fumaça do meu trem
Que é pura...
Como meus pensamentos
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