quinta-feira, 25 de novembro de 2010

PEABIRU - PROCURA DE CAMINHOS DA PAZ

PEABIRU - PROCURA DE CAMINHOS DA PAZ




PEABIRU
PROCURA DE
CAMINHOS DA PAZ


















Está na paz do nosso coração. 

sábado, 20 de novembro de 2010

VIAGEM DE TREM DE SÃO PAULO A BAURU






















De quem subia em cada estação.


sábado, 6 de novembro de 2010

CAMINHOS DE FERRO VI - PARADOXOS - ABANDONO DAS FERROVIAS

CAMINHOS DE FERRO VI - PARADOXOS - ABANDONO DAS FERROVIAS




POESIA
PARADOXOS – ABANDONO DAS FERROVIAS

Se tudo na vida fosse poesia!
Lembraríamo-nos só do mar,
Esqueceríamo-nos da maresia,
Fixaríamo-nos na luz do luar.

E se tudo fosse apenas melodia!
Só quereríamos todo dia cantar
Em nossa vida só haveria alegria
Não teríamos motivo para chorar

É o que acontece com as ferrovias
Deixaram-nas com o tempo deteriorar 
Deram prioridade a outras vias

E podem deixar a coisa ainda piorar
Se investirem apenas em aerovias
E se esquecerem de para elas olhar.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

POEMAS DE MINHA JUVENTUDE

POEMAS DE MINHA JUVENTUDE - CANTO DA SEREIA E UIRAPURU




O CANTO DA SEREIA

Eitaaa!!!  Vamos corre voa, galopeia!
Fustiga o chão, as pedras, meu garanhão!
Vamos procurar, encontraremos na areia...

Aiii! Como pula. Aguenta meu coração!              
Com certeza e por aqui que ela veraneia?
Sim! Perto do rio, em baixo desse pontilhão
Ah! Olhe lá... Ali esta a linda sereia...

Quieto ohoooo! Ouça que entonação.
Tudo se cala. Nem uma a ave gorjeia
Nem o Uirapuru canta sua bela canção

Só a melodia impregna o coração.
E encanta nossa alma que devaneia...


                (Dirceu Marcelino, 1970,
               Em Itanhaém – SP )   

TREM DO INTERIOR RUMO AO FUTURO

TREM DO INTERIOR RUMO AO FUTURO

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

CAMINHOS DE FERRO -V - VIAGEM PELO RAMAL ITAICI-CAPIVARI-PIRACICABA



POESIA CAMINHO DE FERRO V

O trem de ferro partiu de Jundiaí!
Traçou no céu a rota dos italianos
Em terras férteis ao sopé do Japi,
Distribuindo-os todos como colonos

Desde o portal do mosteiro Itaici
E fixando-os em sítios como donos.
Nos altos dos vales do rio Capivari
E tornando quase todos autônomos

Proprietários dos sonhos guaranis
E deixando para nós os bons bônus
Do trabalho dos braços varonis

Dos jovens que sem dar-nos ônus
Engrandecem-nos por serem viris
E alongam nossa vida com seu tônus

De labuta...

sábado, 16 de outubro de 2010

SONHO DE MENINO II - RETORNO DE PORTO FELIZ A SOROCABA





POESIA
MARIA DO CARMO

Eu me lembro bem de você assim!
Pelos trilhos da Estação Sorocabana
Rodavas em movimentos sem fim

Vinhas da oficina sempre assim...
Toda engraxada e ilustrada...
E apitava sempre assim...

Eras como uma jovem fogosa
Entravas como estivesse num salão
Dançavas de forma estrepitosa

Com o jovem em idade nupcial
Rodavas em movimentos sem fim
Como dançasses na estação principal...

Tiravas os vagões
Como se fosse para dançar
De grandes composições

Levava-os até a oficina
E depois os repunha no mesmo lugar...
Essa era a tua sina.

Lembro-me que te chamavam “manobreira”...
Posteriormente, conheci outras que faziam assim
Em vários ramais das ferrovias brasileiras.

Agora ao te ver nessa estação secundária
Eu te pergunto:
O que fazes aí toda sedentária?

Ah! Eu entendo e respondo por ti.
Tu me vias com olhar de menino
Com o coração cheio de amor...

E na realidade as coisas não são bem assim...
_Rodei muito! Não era dança o que vias
Era trabalho árduo e sem fim...

Trabalhei nos trilhos de Ipanema
Puxando lâminas de ferro
Até o tronco principal...

Viajei por outras paragens
Até o rio Tietê em Porto Feliz
Transportei cana de suas margens

Levei para o engenho central
E prá levar a sacaria fiz muitas viagens
Até o tronco principal...
Até o tronco principal...
Até o tronco principal...

Também transportei muita gente
Em inúmeras viagens
E por isso sou feliz

Sempre rodei pelo tronco principal
Mas estive estacionada
No parque do “Quinzinho”

Lá comecei a me deteriorar...
Embora fosse só um tempinho
Mas encontrei gente prá me olhar...

Então me levaram para Anhumas
E por nobres homens operários
Minhas peças uma a uma

Pela ABPF foram restauradas
E foi lá que tu me viste.

Sei que tens saudade!
Agora estou de volta,
Prá esta bela cidade.

Cheia de fôlego e pronta pra rodar...

Mas não sei por que fico estacionada
É só me darem água e lenha,
Botarem fogo na fornalha

Que eu começo a rodar assim...assim...sssim...sss
Como antes por este ramal...
Já andei por aqui sim...sim......


Muito antes de nasceres
E irei até o fim...assim...assim...
Se de mim tu cuidares...

Rodarei assim, assim...assssim...
Neste ramal de Votorantim

Sorocaba, 16de outubro de 2010-10-16
Dirceu Marcelino